Mitologia

Cavaleiros de Bronze

Andrômeda

Andrômeda era filha do rei Cepheus e da rainha Cassiopeia da Etiópia. Sua mãe, a rainha Cassiopeia, era uma mulher excessivamente presunçosa que ousou se vangloriar de que ela era ainda mais bonita do que as Nereidas, um grupo de 50 ninfas do mar de extraordinária beleza. As Nereidas ficaram tão ofendidas pela arrogância da vaidosa rainha que imploraram a Posseidon que a punisse. Em resposta ao apelo das Nereidas, Poseidon enviou o monstro do mar Cetus para devastar a Etiópia. Quando o rei Cepheus perguntou ao oráculo em Ammon o que ele devia fazer para acalmar a ira do deus, lhe foi dito que ele deveria dar sua belíssima filha virgem em sacrificio ao monstro do mar. Deste modo ele acorrentou Andrômeda a um rochedo na costa do Mediterrâneo, em Jaffa, onde presentemente está a cidade de Tel Aviv, Israel, à espera da aproximação do monstro. Felizmente a vida de Andrômeda foi salva por Perseus, que matou o monstro e pediu a mão de Andromeda em casamento.

Pegasus

Perseus era um jovem corajoso que recebeu uma tarefa impossível do rei da ilha de Serifos, Polydectes, de trazer-lhe a cabeça do temido monstro marinho Górgona Medusa.   
Usando as sandálias aladas, presentes de Hermes, o escudo, presente de Athena, e o gorro da Invisibilidade, presente de Hades, Perseus voou, sem ser visto, até o lugar onde estava Medusa e suas duas irmãs, dormindo ao lado das já carcomidas estátuas dos outros heróis transformados em pedra por seu olhar. Olhando apenas para o reflexo da Medusa no seu escudo, Perseus arrancou a foice, cortou a cabeça da Górgona Medusa e a jogou na rede. Do seu sangue nasceu o maravilhoso cavalo alado, Pegasus.   
Pegasus, filho de Netuno e de Medusa, foi domado pelo herói Bellerophon, honrado em Corinth e Lycia, usando uma rédea doada por Athena, deusa da sabedoria.   
Pegasus se tornou a montaria preferida de Bellerophon que o cavalgou quando foi matar a Chimera (Quimera), monstro com cabeça de leão que expedia fogo, e tinha corpo de bode e rabo de serpente.  
Bellerophon matou-a, atirando uma lança em sua garganta. A lança tinha um pedaço de chumbo na ponta que derreteu com o fogo da respiração de Chimera, queimando-a por dentro.   
Bellerophon era um homem tão grande que acabou se achando igual aos deuses. Ele foi com Pegasus até o Monte Olimpo desafiá-los. Mas Zeus mandou uma vespa ferroar o animal que corcoveou, atirando Bellerophon na terra, onde ele terminou seus dias como mendigo.   
Quanto a Pegasus, Zeus começou a usá-lo para carregar seus raios. De volta à morada dos deuses, e durante o certame musical entre as Musas e as Piéridas, o monte Helicom inchou-se de prazer, ameaçando tocar o céu. Por ordem de Netuno, Pegasus bateu com o casco na montanha e a fez retornar ao tamanho normal; no lugar tocado pelo cavalo brotou a fonte Hipocrene. Mais tarde, Pegasus foi transformado em constelação do hemisfério boreal, onde brilha até hoje no chamado quadrado de Pegasus.